canto_bus	ca_dir
canto_busca
canto_busca_dir
canto_busca
  • Twitter
  • Orkut
  • Facebook

14 de Maio de 2011

Bastidores e as Pessoas que Fazem São Paulo....

Há dias queria escrever sobre os meus rápidos dias em São Paulo, não queria falar só da feira e das atividades que eu participei, para além da feira tive a oportunidade de conhecer um pouco mais a maior cidade do Brasil, como se fosse os bastidores da minha participação na REATECH. Para chegar à REATCH todos os dias, o ônibus e alguns dias o metrô, quando eu aprendi andar de ônibus adotei como o melhor meio de me transportar, isso porque, depois de levar alguns golpes de taxistas que identificaram que eu não era da cidade, por isso rodavam, rodavam e eu sabendo que era enganado até reclamava, mas, decidir não brigar mais e enfrentar o transporte coletivo, que é muito melhor do que o de Brasília. Como eu não conhecia a cidade ia perguntando, e o ônibus era o melhor lugar para colher as informações, saber aonde era os bons lugares? Aonde era ou não perigoso? Como chegar na 25 e no Brás e outros lugares... Nas viagens conheci um povo hospitaleiro e acolhedor e que mesmo tendo tantos motivos de não confiar, na cidade mais solitária da America Latina, onde muita gente anda e anda para tantos lugares, dando a impressão de que caminham sem destino, ou que o destino não caberá tantas pessoas. De todas as viagens, tanto as do metrô e as de ônibus, destaco a dona Maria, funcionaria do Aeroporto, que até me convidou para um café no trabalho. Conheci no caminho da REATCH, ela que me deu as dicas de como chegar na 25 e no Brás, me falou que eu tinha que chegar às 4h, me falava da sua saudade da Bahia, me contava as historias de família, da vontade que tinha de voltar para sua terra natal e construir uma nova vida com a família. Destaco também uma moça sem nome, sem nome porque eu não consigo lembrar, ela que dentro do ônibus me orientou aonde descer e depois me deixou na entrada dos Brás, caminhamos quase 5 kl, enquanto isso ela ia contando o seu percurso diário, como chegava e saída do trabalho todos os dias, dividiu comigo as suas aspirações no trabalho e na vida, isso se o casamento se vingasse. Ao chegar ao Brás, aquela decepção individual, esperava mais, mais opções, mais organização, a única coisa que eu encontrei foi o olhar triste dos estrangeiros, orientais e bolivianos que resolveram tentar a sorte na cidade brasileira que os acolheu, lá a comida chamava atenção, um café da manhã sem pão e café, iguarias e sopas eram servidos, além das comidas estranhas, jornais em espanhol e chinês, japonês, sei lá, na capa letras, nada de português, os jornais eram lidos e as comidas servidas, tudo como em um ritual, ritual de aproximação, suas terras e cidades ficavam próximas por alguns segundos ou minutos, as musicas também, nada de cantores brasileiros, o som que embalava mais um motivo de continuar o trabalho que começou cedo, as 4h já estavam lá para oferecer seus produtos e tentar de alguma forma atrair os clientes brasileiros que tinham sede de comprar, comprar barato, é claro que todas com um traço de saudade. Depois a 25, a rua mais interessante, até hoje não conheci centro comercial mais completo, muitas opções e pessoas sedentas por comprar e comprar, eu é claro não fiquei atrás, comprei, andei e comprei produtos tecnológicos que enchia os olhos. Depois de tanto andar e comprar voltei para o hotel, banho e REATC. No outro dia no inicio da noite resolvi conhecer a noite de São Paulo, peguei um ônibus até a Paulista, andei até encontrar a pizza que eu julgava ser a mais atraente e mais gostosa, com tantas opções de pizza tinha que encontrar a melhor, depois entrei na estação do metrô, com objetivo de ir para a Virada cultural, quase meia noite e a estação ainda lotada, lá encontrei a Faby e a sua filha Kauany, é claro que a Faby não aparentava ser a mãe daquela menina grande, maior que ela, parecia duas irmãs, como uma boa paulista, Faby era muito simpática e a Republica também era o destino das duas, pronto tinha encontrado ali duas companheiras de passeio, Faby me dizendo da rotina da cidade e do perigo de algumas regiões, fiquei mais tranqüilo em ter a ajuda delas, a Faby me tratando como se eu fosse um amigo de décadas e eu confortável com o acolhimento das duas, entramos no trem lotado, descemos na Republica iluminada por luzes grandes e protegidos pelos prédios mais altos que eu já vi, ela ligou para o seu irmão, que ia levar a gente para o melhor lugar, ele acompanhado por belas mulheres, apresentou a gente para as nossas outras colegas de noite, descemos as ruas e encontramos um grupo de jovens de Indaiatuba e que também procuravam diversão, o que nos uniu? O Black, estilo musical do grupo do interior, pronto estávamos em casa, todos jovens numa cidade que era maior do que todos nos e que nos acolheu, gente de todos os jeitos e estilos, galera misturada, conseguia ver grupos de pagodeiros misturados com roqueiros e etc.. Parei para fazer a reflexão com a minha já amiga Faby dizer que na minha Brasília as tribos não se misturam daquela forma, conheci o Black, pra mim o Black não passava de RAP, mesmo que a contra gosto resolvemos agradar todos os estilos, garantindo a passagem em vários shows que a cidade oferecia e que enchia as ruas. Depois do Black eu a Faby e a sua filha deixamos o grupo e fomos ver a apresentação da Marina, lá no meio da rua conhecia através das conversas informais um pouco mais a Faby, que tentava a felicidade no topo da sua família, tentando administrar as relações pessoais, lá vi o olhar lacrimejante daquela mulher que com pouca idade a mais que eu enfrentava responsabilidades desconhecidas por mim. Na Republica vivi e vi umas das noites mais bonitas da minha vida, noite já eternizada como uma das melhores. Dançamos e pensamos na vida, como se fizéssemos parte de um estudo antropológico e que aquele meio era um laboratório vivo, isso porque ao conhecer o inesperado eu ia fazendo os meus julgamentos e interpretações daquele momento, com pessoas inesquecíveis e que entraram a partir daquele momento no livro da minha vida. Decidimos voltar para casa quase às 4h, o taxi que separou os nossos destinos, no outro dia as 6:40 deveria acordar para pegar um vôo às 8h da manhã, é claro que não acordei as 6:40, perdi o vôo, vivi momento de desespero, para tentar remarcar a passagem e poder participar do I Encontro dos Intérpretes de LIBRAS. É claro que valeu a pena ter vivido dias tão marcantes regados de pessoas inesquecíveis, que vivem desde aquele dia no meu imaginário e na minha historia...



Voltar

     

Michel Platini - Telefone: (61) 8141-3113 (Operadora Oi)
E-mail: michelplatini@michelplatini.com.br