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26 de Setembro de 2011

Michel Platini fala sobre a parada

 

Qual a importância de eventos como este?

“A parada é a maior manifestação de direitos humanos do DF. É uma manifestação, diferente, nossas bandeiras não são vermelhas e nem brancas, lutamos pelo afeto, pelo direito de mar, nossa responsabilidade é tornar a nossa existência visível, garantindo uma sociedade mais tolerante e que respeite o afeto e as uniões.”


Há muitas pessoas que não participam da Parada por acharem que ela perdeu o foco e que agora é só "pegação", o que acha disso?

“Como eu falei antes, a nossa luta é diferente, o nosso objetivo também não é o mesmo, a nossa pauta não é o trabalho, nem é a terra nem tão pouco por melhores salários, é claro que esse tema atua sob a transversalidade, e naturalmente cada um tem sua pauta e suas demandas pessoais, mas a parada pretende uma sociedade mais plural e que naturalmente reconheça as uniões e as demonstrações de afetos entre os  LGBTs. O dia da parada é o dia de visibilidade, visibilidade do que realmente somos, por isso, vamos para as ruas, beijamos, abraçamos, dançamos e tentamos fazer o que queremos fazer todos os dias e não apenas só no dia da parada. Assim iremos naturalizar cada vez mais o nosso amor e a nossa expressão de afeto!”


Quantas pessoas em média participaram da caminhada este ano?

“Quase 50 mil pessoas participaram.”


Por que é tão importante debater o tema bullying nas escolas?

“O bullying tem feito vitimas todos os dias, e as vitimas estão nas cadeiras das escolas, muitas vezes silenciosamente, sem que ninguém perceba o tamanho do seu sofrimento, e esse sofrimento tem partido para as vias de fato, se transformado em violência concreta, uns com as suas próprias mãos e outros vitimizados por terceiros que protagonizam a violência discriminatória. Vivemos em uma sociedade com uma violência crescente e o que diferencia o bullying nisso tudo é a motivação, alguém que por uma motivação mata ou viola os direitos de outros. Quando um adulto é vitima de discriminação ele tem maturidade para enfrentar, mas quando se trata de criança ou adolescente, é muito mais complexo, principalmente, porque quando esse menino ou menina voltar para casa depois de uma manhã ou uma tarde de bullying ele certamente não encontrará acolhimento de quem ele mais precisava de ajuda, que é a família. É a nossa obrigação pensar estratégias para combater o bullying homofobico aproveitar um espaço como é a parada para debater essa questão e juntar os parceiros e organizar um cronograma de ações para enfrentar o bullying.



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Michel Platini - Telefone: (61) 8141-3113 (Operadora Oi)
E-mail: michelplatini@michelplatini.com.br