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18 de Agosto de 2010

Falta de médicos e de materiais são comuns na rede pública

 

  Fonte: Correiobraziliense.com.br

 

Em dezembro do ano passado, o pai da assistente administrativo Ildelene Teles da Silva, 37 anos, moradora do Jardim Ingá (GO) — José Batista da Silva, 74 —notou um caroço no pescoço. Ele foi levado ao posto de saúde da localidade goiana e o diagnóstico foi diferente do que o aposentado tinha. Os médicos disseram que José Batista estava com tireoide.

De lá, o paciente foi encaminhado ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), mas somente após cinco meses de luta, ele foi internado na unidade, em maio. “Ninguém pediu sequer uma biopsia. Não havia nem filme para revelar o exame de tomografia que fizeram no meu pai. Eu tive que ir lá e brigar para conseguir os resultados”, disse Ildelene. José da Silva está com câncer no pescoço. Os médicos do Hran fizeram o pedido de encaminhamento ao Hospital de Base. “Uma vizinha nossa, enfermeira do leito, nos ajudou e marcou a radioterapia. Se não fosse por ela, não sei se teríamos conseguido até hoje. Ele veio para cá (Hospital de Base) para morrer”, ressalta.

Sofrimento
Há um mês, a dona de casa Marilene Macedo, 51 anos, moradora de Ceilândia, sentiu dores nas costas e procurou o Hospital Regional da Ceilândia (HRC). Os médicos, sem fazer nenhum exame, passaram remédios para dores. Na última quarta-feira, ela passou mal novamente e, na sexta-feira, voltou ao HRC. Chegou às 10h, acompanhada do marido. Às 17h, ainda não tinha sido atendida. “Esse hospital está largado, as cadeiras estão quebradas. Vou ter que esperar aqui até os médicos chegarem, porque do jeito que eu estou não dá para ficar”, queixou-se. De tanta dor, ela chegou a deitar-se na recepção.

Já a diarista Marilete Cândida dos Santos, 58 anos, moradora de Ceilândia, quebrou o pé e, para ser atendida no HRC, teve de esperar três horas. Quando chegou a sua vez, a surpresa: não tinha gesso. “Os funcionários pediram para eu comprar bandagens. Gastei R$ 7 com esse material, mais R$ 6 com uma injeção para dor. Agora não tenho mais dinheiro para ir embora”, ressaltou, na semana passada.

1 - Sem esparadrapo
Em maio, o Correio mostrou o caos na maior unidade de saúde pública do DF — o Hospital de Base. Na ocasião, os médicos trabalhavam sem o mais básico dos materiais hospitalares. O esparadrapo sumiu das prateleiras do HBDF. Mas a lista dos produtos em falta era bem mais extensa — somava 29 itens. Os estoques de sondas, agulhas, catetér, coletor de urina, bisturi, luvas e até fio de sutura acabaram, de acordo com um informe colado na porta no próprio centro cirúrgico

 

 

27 de Julho de 2010



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